quinta-feira, 26 de julho de 2007

projeto Cabeças de peixe > Theremin



O teremin é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, esse incrível invento surgiu em 1919 pelas mãos do russo Lev Sergeivitch Termen, a forma francesa do nome é Léon Theremin, daí o nome do instrumento.
(fonte wikipedia)

Primeiramente, será necessário um esquema elétrico adequado. Este aqui servirá bem:



Observe seu funcionamento:



As instruções apresentadas aqui não são para fazer um theremin de fato. O resultado será um instrumento de fazer barulho controlado por unidades sensíveis à luz. Seu som é perturbador e maravilhoso. O que nos lembra a canção que dá nome ao projeto: "In the morning, laughing happy fish heads In the evening, floating in the soup Fish heads, fish heads, rolly polly fish heads Fish heads, fish heads, eat them up Yumm!"

Tendo o aparelho em mãos, nossa equipe deu início ao subprojeto intitulado "Cabeças de peixe" - qual seja - a elaboração de um vídeo tendo por exemplo o vídeo da música Fish Heads.

Ocorreu um acidente durante a elaboração de um projeto paralelo e um dos membros da equipe perfurou o dedo indicador da mão esquerda, o que resultou num enorme edema inflamatório, o popular inchaço. O infortúnio também foi incorporado à temática do projeto, como é possível ver pela foto:




Contamos com a valorosa ajuda de Duda Larson para a edição do material que pode ser conferido abaixo:



Utilizando um theremin óptico o senhor Renzo mandou a maior sonzeira em "Imaterial Explosivo", confiram:

quarta-feira, 25 de julho de 2007

projeto archearia > compacto do projeto do arco virtuoso



O projeto que aqui será apresentado pode ser acompanhado com maior profundidade de descrição através do link:

http://docs.google.com/Doc?docid=dfkps9gd_5kmf7b7&hl=pt_BR

Foi no site toxophilos que encontramos as instruções para construirmos nosso virtuosíssimo arco tipo flatbow. Se você pretende criar um desses, sugerimos que busque as informações diteto da fonte, o link para o toxophilos é esse:

http://www.toxophilos.com.br/construindo.html

Primeiramente você precisará de um belo caibro de Cumaru - Dipteryx odorata - também conhecido como "Ipê-Champagne", apesar de essa madeira não ser da fámilia do ipê.



O caibro deve ser cortado da forma mostrada pelas figuras abaixo.
A figura 1 mostra o arco de lado e a figura 2 de cima.



figura 1

figura 2




Serrotes, plainas e lixas, são o mínimo de ferramentas necessárias para essa atividade.

O caibro que usamos foi cortado com o serrote, o que causou horas de muito sofrimento em virtude da dureza do material, entretanto, o trabalho, o suor e a tenacidade demandada forão fatores de crucial importância para a purificação do arco, explico, se a tenacidade é a propriedade física que diz respeito à forma ou facilidade com que um corpo se quebra ou se dobra, nosso espírito certemante mostrou-se mais rijo que a madeira, o que fez da mão do construtor, ferramenta capaz de imprimir esses mesmos valores que nele se encerram na matéria bruta que um dia fora uma árvore.



Se você não quiser experienciar trabalho maçante de do cumaru fazer brotar a forma do arco - e já o informamos que, salvo pela utilização de luvas, é muito provável que suas mãos sejam castigadas por inúmeros cortes e farpas - sugerimos que você leve o caibro a uma marcenaria para ser cortado.



Retirado do caibro os excessos que o impedem de ser um arco, é hora de colar o backing, que é uma lâmina de revestimento colada nas costas do arco, isto é, a parte que fica voltada para o alvo.

O backing impede a madeira de soltar fibras e por esse motivo aumenta sua resistência à flexão. O material escolhido para backing tem de ser não apenas extremamente flexível como também resistênte à tração.

O material que escolhemos foi o couro. Colamos nosso backing com cola de madeira comum.


Colado o revestimento, você precisará criar uma estrutura nas pontas do arco para que sua corda possa ser colocada e retirada com facilidade e assim mesmo manter-se firme durante os tiros.
Esse ponta deve ser colada na mesma superfície onde fica o backing e precisa apresentar um sulco adequado para abrigar o laço da corda. Como na figura abaixo:
Terminado esse processo você só precisa de uma flecha. Nós compramos a nossa em uma loja especializada nesse tipo de artigo.

O resultado que obtivemos foi bastante satisfatório, conseguimos lançar uma flecha a 94 metros de distância e o arco tem bastante precisão.



Tendo uma seta e um arco à mão fica sempre a pergunta, porque não incendiar a flecha?

terça-feira, 17 de julho de 2007

projeto máquina do tempo > sequenciador modulável

Sons oriundos do inferno, viagens no tempo, desprendimento da alma com o corpo físico ainda vivo. Nada disso pode ser obtido pelo projeto de hoje, no entanto, você será capaz de produzir sons distorcidos através desse maravilhoso oscilador. O material necessário é basicamente este:




O esquema elétrico que utilizamos para a construção do sequenciador pode ser obtido aqui:

http://milkcrate.com.au/_other/sea-moss/

Nesse site você poderá encontrar outros projetos bem interessantes.













Esse versão do sequenciador não funcionou bem porque os fios não forão devidamente soldados ou por erros na execução do projeto - nunca teremos certeza do motivo. Optamos por utilizar uma protoboard para a montagem, como vocês podem ver na figura abaixo.



A protoboard é um opção interessante para protótipos como esse pois não é preciso soldar os componentes, tornando mais fácil o trabalho de correção e recolocação de peças.

Montado nessa placa, o sequenciador passou a funcionar apropriadamente.

Acompanhe o funcionamento do sequenciador:

( espaço para link do vídeo - em construção )

quarta-feira, 11 de julho de 2007

projeto Pebolim > samba na caixinha de fósforo



Se a miniaturização é errada nós não queremos estar certos.

Hoje apresentamos com enorme orgulho o pebolim de caixa de fósforo. Espaço pequeno, custo baixo e grande diversão.

Pebolim, Totó, Fla - Flu, Pacau, todas essas são formas lícitas de se referir ao jogo de futebol de mesa que fez parte da infância de muitos brasileiros. Imagine poder jogar pebolim toda vez que os caprichos da vontade assim o determinar.
Uma versão portátil do jogo possibilita a realização desse sonho; Nós temos a tecnologia.

Primeiramente você precisa de um projeto bem estruturado, este aqui vai servir bem. De início queríamos fazer um pebolim de 4 varões, mas uma versão estilo gol a gol mostrou-se de melhor jogabilidade.



Você vai precisar também de bolinhas das de rolamento. Estas têm aproximadamente 4 mm de diâmetro, o tamanho ótimo para uma boa prática do esporte.


Arrume alguns clipes para fazer os varões do pebolim.



A caixa de fósforo tipo Fiat Lux é recomendável para construção do campo devido à sua resistência por ser uma marca emblemática de fósforos. Além disso o nome dessa marca não poderia ser mais pertinente. Fiat Lux! (Faça-se luz) - disse Deus - segundo os que estavam presentes quando da criação do dia, menos prático é riscar um palito na lixa do lado da caixa, mas ainda assim é muito prático.



Para começar é preciso marcar onde serão as traves do pebolim, as nossas têm
13 po 8mm:

Depois de marcar, abra a caixa descolando os cantos com muito cuidado. Feito isso corte aberturas com um estilete.





Apesar da foto abaixo mostrar um palito de fósforo com cabeça sendo perfurado, descobrimos que manter a parte inflamável do palito o deixa muito grande e impossibilita o jogo.

Os jogadores devem ser feitos de palito e terem a altura de 9mm.
Eleja uma extremidade superior para o jogador e faça um furo a 3mm dela utilizando uma agulha. Faça isso o mais parcimoniosamente possível para evitar que o palito rache. Se isso ocorrer, não há motivo para pânico, depois de ter transpassado o palito com o varão, amarre-o com linha como na foto que vem depois da imagem abaixo.

Você precisará fazer dois jogadores, uma dica valiosa é pintá-los com caneta hidrocor ou lápis. Pinte um de cada cor, como azul e vermelho, isso dará ao pebolim uma aparência tradicional, como os de bar.




Basicamente, o conjunto varão-jogador deve ficar como na imagem abaixo. Faça do varão de clipe o maior possível, no final dessas instruções você verá que é preciso dobrá-lo para que o ferro não fique saindo na caixa.



Depois de ter colado novamente a caixa em sua forma original, você deve fazer os furos por onde passarão os varões. Faça-os a 8mm de distância do fundo do campo. Escolha uma distância adequada entre os varões e as traves, via de regra, ela só não deve ser menor que a altura do jogaror, mas também não muito maior.





Observe na imagem acima como há sobra de ferro para os lados, isso permitirá que os varões fiquem mais fáceis de manusear.

A outra ponta deve ser dobrada para que o varão não saia da caixa, cuidado para não deixar curto demais e impedir o movimento pleno dos jogadores, qual seja, de um extremo lateral ao outro.

Parla! o pebolim de fósforo está pronto.






Nossas melhores recomendações aos fidalgos e suas senhoras.


terça-feira, 10 de julho de 2007

projeto gravura na camiseta > Sogi-Sama



Renzo Assano é um dos maiores artistas dos nossos tempos, seu trabalho com gravuras é altamente reconhecido. É da sua obra com entalhamento de madeira que vem a inspiração para o projeto de hoje - fazer camisetas com essas gravuras.


funkabot.

Recentemente adquirimos três gravuras de Renzo Assano para o acervo da Galeria Vannucci de finas artes. Em prêmio da objetividade deixaremos para discorrer sobre a galeria posteriormente.
Para o projeto tivemos que escolher entre as gravuras:










Escolhida a gravura, podemos iniciar as atividades.



O primeiro passo é forrar o local de trabalho.



É recomendável que você estique bem a camisa para que não aconteça nenhum problema de impressão, como por exemplo, apoiar a madeira sobre um dobra, o que resultaria em graves distorções do desenho.



Coloque um objeto dentro da camiseta para impedir que a tinta que atravessará o tecido manche a parte de trás. No caso, usamos uma lista telefônica, além disso, a maciez da lista permite uma melhor impressão, não obstante não recomendamos o uso de um objeto demasiado macio.



As gravuras de Renzo Assano tem um veio muito profundo e se utilizam de madeira de primeira qualidade, isso nos permitiu espalhar a tinta de tecido com uma bucha de cozinha, no entanto, sugerimos que você use rolinho de borracha, próprio para o trabalho com gravura.

Fique sempre atento para não forçar demais o rolinho ou a bucha que estiver usando. Passe a tinta com suavidade para evitar que os sulcos sejam cobertos.



Feita a pintura da madeira, coloque-a sobre a camiseta e faça o máximo de força possível para prensar. Não demorará muito tempo para ficar pronto, cinco minutos é mais que o suficiente.



Feito.



Aqui está, uma camiseta feita em casa, com uma das mais notáveis gravuras de Renzo. Uma desconstrução de Homer Simpson, o maior ícone da cultura pop atual.
Sem mais.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

projeto papercraft > Yashichi de pon



Yashichi de pon é um dos personagens do desenho animado "Mirumo de pon", exibido no Brasil - por alguma razão - com o nome de "Mirmo Zibangue". Na imagem acima ele é o rapaz vestido de vermelho que sustenta a adorável corja de desocupados.

Aqui podemos observar uma majestral apresentação do pequeno ninja:

http://www.youtube.com/watch?v=hi3BX5YsxvI

Andamos estudando a anatomia dessa criatura malígna e produzimos um modelo para papercraft. O modelo é simbólico e não representa o personagem de maneira realista.

Esse é o desenho que deve ser impresso, clique na imagem para visualizar em tamanho máximo:


Não se assuste, o desenho é serilhado mesmo para parecer feito de giz.
O melhor é imprimir em uma gráfica rápida, no entanto você pode fazê-lo no conforto da sua casa e re-escalar o desenho para caber numa folha A4.

Se você optar pela impressão em gráfica rápida peça para o caboclo ou para a jaçanã que opera o CorelDraw para que eles otimizem a utilização da folha A3.

Para facilitar a montagem do modelo sugerimos a utilização de um papel que não seja tão duro de dobrar, como o Couchê Fosco 180mg.

Você precisará desta referência para saber onde e como dobrar:

Esse é o modelo real:












Basicamente você deve dobrar o papel onde achar melhor para obter uma forma similar a do exemplo acima. O guia de dobra e corte e dobra fornece uma boa idéia de como você deve proceder para executar o trabalho. A imagem abaixo é o guia para a cabeça:



A imagem que vem em seguida fornece o modelo de corte e dobra para o corpo:



Cole todos lugares da imagem que correspondem aos espaços brancos das imagens de guia.

Se você usar couchê vai notar que a cola branca não funciona muito bem com ele, em virtude da película que cobre o papel. Sugerimos que você use "super bonder" - mas cuidado, parcimônia deve ser usada para não colar o dedo e para não usar quantidade copiosa de cola que pode estragar o papel.

Provavelmente você deve ter se perguntado como é que conseguimos produzir esses imagens de guia. Nós utilizamos um programa muito interessante de fazer papercraft. Fizemos um modelo tridimensional de Yashichi e importamos para o programa papercrafteador que criou uma malha aberta dos objetos. Veja só:



*Super Brinde* ---> No screenshot acima vemos a malha de uma caixa que você pode imprimir e montar para presentear com bom gosto e avareza sua mãe, namorado ou namorada.

O programa que temos é demo e não salva a malha, portanto se você quiser utilizá-lo terá que dar um printscreen da imagem gerada.

Para os interessados, o programa em questão é o "Pepakura Designer 2.0"
Download:

http://www.tamasoft.co.jp/pepakura-en/download/designer.html

quinta-feira, 5 de julho de 2007

projeto papercraft > caixa máxima


A caixa máxima; cores agradáveis e pixels com cara.
O cubo é uma das formas absolutas da natureza, um maravilhoso
arquétipo da simplicidade. Ele nos faz pensar na essência das coisas, no que é basilar.
A luxúria aqui só ocorre nas cores, uma paleta de forte inspiração em Matisse. Dê uma espiada nessa obra e veja como as cores aqui são somente - se assim podemos ousar - menos saturadas que lá:
http://cgfa.sunsite.dk/matisse/matisse3.jpg




Só é preciso que você imprima a imagem acima. O melhor é imprimir em uma gráfica rápida. Peça para a dama ou o cavalheiro que opera o CorelDraw que otimize a utilização do papel.
Nossas sugestões para esse projeto são:

1- Imprima em papel couche 240 mg

O papel couche 240 mg dará a firmeza necessária à forma e uma aparência nada amadora.

2 - Com o auxílio de uma régua e um estilete, faça uma marcação extremamente leve nas linhas que devem ser dobradas, um corte bem raso.

Isso permitirá que a dobra seja perfeita e impedirá que o couche solte "fibras" quando dobrado.